domingo, 14 de março de 2010

O MAGO DA VIOLA

A busca de descobertas
Da verdadeira alegria
Da vida, não está em mim,
Encontra-se bem embaixo
Das cobertas do Senado, sim!
Eu sou o Mago da Viola
Que assola o Cerrado,
Na sola dos seus ritmos!
Deus esteve aqui, mas saiu
Cedo; as rosas são para
Os eleitos e para os eleitores,
O segredo dos espinhos!
No relevo das redes
Da paixão, o paraíso
É uma solidão sem lar!
O Céu está aberto, mas ninguém
Entra. E qualquer um que esteja
Perto, também não tenta.
E s’eu tocar um jazz, minha
Tez continuará pálida?
Então me traga uma balada
Inválida d’um anjo
Sem nome, q’eu farei um
Arranjo dos costumes
Numa linguagem leve e poética!
E darei uma noite da sua
Ética, livre de quaisquer
Vestígios, de um passado
Em litígio de cobertas
Das atas secretas dos sem nado!

Gilberto Costa

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