A busca de descobertas
Da verdadeira alegria
Da vida, não está em mim,
Encontra-se bem embaixo
Das cobertas do Senado, sim!
Eu sou o Mago da Viola
Que assola o Cerrado,
Na sola dos seus ritmos!
Deus esteve aqui, mas saiu
Cedo; as rosas são para
Os eleitos e para os eleitores,
O segredo dos espinhos!
No relevo das redes
Da paixão, o paraíso
É uma solidão sem lar!
O Céu está aberto, mas ninguém
Entra. E qualquer um que esteja
Perto, também não tenta.
E s’eu tocar um jazz, minha
Tez continuará pálida?
Então me traga uma balada
Inválida d’um anjo
Sem nome, q’eu farei um
Arranjo dos costumes
Numa linguagem leve e poética!
E darei uma noite da sua
Ética, livre de quaisquer
Vestígios, de um passado
Em litígio de cobertas
Das atas secretas dos sem nado!
Gilberto Costa
domingo, 14 de março de 2010
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