Inicio minha viagem
Num deslize suave.
Não vôo, não tenho asas,
Mas pareço uma ave,
Uma criança sonhando,
Voando em retorno pra casa!
Substituo meus pés
Pela mecânica esférica
Dos pneus. Da janela
Do ônibus, vejo que a
Natureza adormeceu!
Fico a observar seu sono,
Sua bela face. Tudo é pureza,
Não há disfarce! Vejo que me
Abandono no seu sono,
Na beleza que é o encarte
Dos meus sonhos! Imagino
O artista, o dono da arte!
E quando puxo a cortina,
Descubro que a natureza
É feminina, é mulher!
Gilberto Costa
domingo, 14 de março de 2010
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